EM PALESTRA, HADDAD DEFENDE INVESTIMENTO MAIOR EM EDUCAÇÃO


11/10/2011 | 14h58
O ministro Fernando Haddad defende maior investimento na Educação brasileira. Para ele, os investimentos em educação para 2012 poderão ser de 7 a 10% do PIB.


O ministro Fernando Haddad defende a ampliação dos investimentos educacionais para 2012. Contudo, o ministro não deixa claro como esse investimento será destinado (se em infra-estrutura educacional, valorização profissional de professores, em materiais destinados às aulas práticas, etc.).

Haddad disse que este percentual será entre 7% e 10% de todo o PIB (Produto Interno Bruto) e conta com o apoio do Congresso Nacional. “Esperamos contar com a participação do Congresso”, e ainda acrescentou dizendo que “a média investida pelos países que fazem parte da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico é de 5%”, usando isto como argumento.

É fato de que estas cifras podem melhorar algumas questões, driblando os problemas existentes na educação brasileira, amenizando-os. Porém, nesses países cujos investimentos estão na média dos 5%, as condições educacionais são bem mais sólidas e fortes (é o caso, por exemplo, do Canadá).

Diferentemente do Canadá, o Brasil tem milhões de estudantes que estão em situações muito críticas, e isso se reflete em diversos setores da economia, pois o número de profissionais com o devido preparo para exercer determinadas funções ainda é bem distante da real necessidade do país. E isso pode ser provado por um fator: o aumento de 30% na aquisição de vistos de trabalho por estrangeiros (conforme noticiado, inclusive, no The New York Times há algumas semanas).

Além disso, o ministro ainda defende a obrigatoriedade do Enem como método seletivo para acesso às Instituições de Ensino Superior. Segundo ele, o vestibular é um “grande mal” para o país e sua educação. Haddad ainda, em defesa do Enem, comparou o exame a outros, defendendo sua efetivação. Neste momento, relembrou de episódios de fraude e os episódios de erro da impressão, e ainda destacou que esse problema não ocorreu apenas no Brasil, citando os exemplos vividos pela Grã-Bretanha, China e Estados Unidos. Com essa tese, a maior autoridade do MEC reafirma e fortalece sua tese de extirpar o vestibular do cenário educacional brasileiro, criando outra modalidade de processo seletivo (uma unificação dos vestibulares por meio do Enem).

As provas e os problemas

Em 2009, as provas do Enem, elaboradas e aplicadas pelo Inep, tiveram seu conteúdo vazado. Esse vazamento custou caro aos diversos inscritos para o Enem 2009, pois a prova começaria a ser utilizada por muitas universidades de forma integral ou parcial. Contudo, dado o vazamento das provas, as universidades resolveram não fazer uso dessas notas e começaram a aplicar os seus respectivos vestibulares. A prova foi reagendada, mas muitos estudantes não fizeram a prova por ser a mesma data de outros vestibulares.

No ano passado, novamente, o MEC viu-se numa nova “sinuca”. O Enem teve problemas na impressão das questões. E isso, para surpresa e desespero de todos os estudantes que realizaram o exame, só foi constatado no dia da aplicação da prova. Estudantes de todo o país se viram perdidos e desorientados. Muitos até chegaram às vias judiciais, solicitando que suas provas fossem refeitas ou que todo o Enem fosse anulado.

O interessante é que mesmo tendo avaliado a situação e proposto a aceitação da inversão do gabarito na correção das provas que tiveram o erro de impressão, a credibilidade do Exame Nacional do Ensino Médio ficou ferida, pois muito passaram da confiança ao medo mesmo depois de todos os esclarecimentos dados à época.

O Enem é multidisciplinar

O exame é um dos poucos no país que sugere o raciocínio, diferentemente de muitos vestibulares, que, por vezes, exige do aluno o “decoreba”. O Enem trabalha com o conhecimento adquirido das diferentes disciplinas ensinadas ao longo da vida escolar de cada aluno.

Recentemente, dada a mudança no padrão de provas, muitos vestibulares passaram a aplicar essas mudanças trazidas pelo Enem. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96) prevê, em suas linhas, mudanças significativas na estrutura educacional brasileira. Entre essas mudanças, a “união” de todas as disciplinas na formação do indivíduo. Em outras palavras, a lei prevê a interdisciplinaridade para formar o aluno plenamente, fazendo-o raciocinar. Além dessa mudança, a LDB 9394/96 também regulamentou a instauração de mais um ano letivo, o 9º ano do Ensino Fundamental (equivalente à 8ª série).

O foco não é somente “decorar” o conteúdo, mas assimilar tudo o que for aprendido, aplicando os conhecimentos adquiridos pelo aluno. Um bom exemplo disso é o Poema Zen, de Pedro Xisto, escrito em 1966. Uma questão do maior vestibular do país, a Fuvest, trouxe essa questão. Para solucionar, o aluno teria de aliar os conhecimentos literários aos matemáticos.

Link Interessante:
Infográfico: Estadão.com – Diferenças do Enem 2010

POR
>>>IGOR DIAS

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4 pensamentos sobre “EM PALESTRA, HADDAD DEFENDE INVESTIMENTO MAIOR EM EDUCAÇÃO

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