“RESISTÊNCIA IMUNOLÓGICA” DA VACINA DA GRIPE EM XEQUE


26/10/2011 às 12h00
Segundo estudo, a eficácia da vacina é bem inferior ao que se esperava; esta diferença chega a ser de 31%.

Todos os anos, milhares de idosos são convocados para campanhas de vacinação da gripe. Muitos, após imunização, chegam a reclamar, por diversas vezes, dizendo sentir os mesmos efeitos da gripe e chegam a questionar sobre tomar ou não a vacina. O mais interessante nisto tudo é que, apesar desses questionamentos feitos por milhares de idosos, as campanhas são sucesso no Brasil.

Mas um estudo começa a pôr em xeque a eficácia da vacinação. Em estudos recentes, percebe-se que a vacina possui um índice 59% eficácia, contra os 90% esperados. Isso representa uma diferença de 31% em sua eficácia. Pode parecer algo insignificante, contudo, considerando alguns fatores, entre eles o fato de as vacinas serem aplicadas apenas uma vez ao ano, esse índice chega a ser, pelo menos, preocupante.

No Brasil, a campanha de vacinação vai de abril a junho. Enquanto isso, o período das epidemias de gripe no hemisfério sul inicia em junho e estende-te até setembro. Em outras palavras, as campanhas são feitas no outono, enquanto as epidemias aparecem no inverno.

Basicamente, o vírus da gripe, o influenza, é mutante e pode sofrer pequenas alterações ao longo do ano, podendo, inclusive, se tornar mais resistente. Além deste fator, outros causam preocupação na comunidade científica. Há cerca de um ano, o mundo assistiu apavorado o surgimento de uma nova forma da influenza, o H1N1 (esta variação ficou conhecida como Gripe A ou, ainda, mais popularmente como gripe suína). Essa variação, desconhecida até então, gerou pânico pelas mortes causadas em todo o mundo. Passados alguns meses, vários países iniciaram um processo de busca por uma vacina e, num segundo momento, passou a fazer campanhas de imunização. Estas campanhas chegaram a abranger muitas faixas-etárias, dada a epidemia observada em todo o globo.

AS VACINAS

Existem duas formas de vacina. Neste caso, sua produção será com o vírus vivo ou morto.

Quando é produzida com o vírus vivo, ele será atenuado e a pessoa terá uma gripe bem leve. Este tipo de vacina não é recomendada a crianças com menos de 2 anos e adultos com mais de 50 anos. Seus efeitos colaterais são coriza e congestão nasal, febre, dor de cabeça ou muscular, tosse, cansaço.

Quando a produção da vacina é feita com o vírus morto, usam-se três tipos de vírus: uma linhagem do H3N2, uma do H1N1 e uma do tipo B. Não há restrições de idade e os efeitos colaterais são vermelhidão, leve inchaço na região em que a vacina foi aplicada, dor e febre.

A GRIPE NO MUNDO

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), de 5% a 15% da população mundial pega gripe anualmente. E o índice de mortalidade da doença é pequeno (dentro de um índice de tolerância de mortes geradas por doenças), variando entre 250 mil a 500 mil (dados um tanto imprecisos, visto que esse número varia de acordo com a incidência em cada país). Destes, a maioria são adultos com idade superior aos 65 anos em países desenvolvidos.

CAMPANHAS

No Brasil, as campanhas sazonais são direcionadas a idosos maiores de 60 anos, indígenas, gestantes, profissionais de saúde e crianças com mais de 6 meses até os 2 anos de vida. Mesmo assim, a gripe ainda é constante na população idosa, que reclama muitas vezes de estar gripada mesmo depois da imunização.

Michael Osterholm, da Universidade de Minnesota (EUA), diz, em seu estudo, que a eficácia em população com idade superior aos 65 anos deve ser estudada com mais profundidade. De acordo com o estudo, encabeçado por Osterholm, seria mais prudente que as crianças com idade até os 7 anos fossem imunizadas com vírus vivo (atenuado), pois a eficácia desta vacina chega a alcançar os 83%.

Apesar de tudo, Michael defende que a população seja imunizada, mas conclui que as vacinas devam ser mais eficazes. Em outras palavras, a vacinação é, ainda, a melhor maneira de se precaver, contudo, faz-se necessária a criação de novas vacinas com maior e melhor eficácia.

Por
>>>Igor Dias

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