BRASIL, 6ª MAIOR ECONOMIA


|| Economia ||
28/10/2011 às 12h00
Crise na zona do euro causa grandes mudanças nas economias mundiais. Ainda neste ano, segundo FMI, o Brasil ultrapassará o PIB do Reino Unido e se tornará a sexta maior economia do mundo.

Quanto tempo eu tenho? - Frase na charge.

A crise na zona do euro toma novas proporções a cada novo dia. A notícia estampada em diversos jornais e telejornais ao redor do mundo dava conta de que a França estaria com sua economia ameaçada. Segundo o que fora noticiado, a França seria uma das maiores credoras dos papéis da dívida grega. E, ainda, segundo dados econômicos, seu crescimento seria muito pequeno, o que não compensaria as perdas geradas pela compra desses papéis (um crescimento que chegaria a cerca de 2%).

Mas nem tudo é tragédia neste cenário tão catastrófico. Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), Economist Intelligence Unit (EIU) e Business Monitor International (BMI), dada as dimensões geradas pela crise europeia, o Brasil terá um crescimento maior do que o Reino Unido. Com isso, o país tornar-se-á a sexta economia mundial. Dados dão conta de que o Brasil terá um PIB (Produto Interno Bruto – soma de todas as riquezas produzidas pelo país) de US$ 2,44 trilhões, enquanto o Reino Unido terá US$ 2,41 trilhões.

Contudo, o país poderá, seguindo o mesmo ritmo de crescimento, perder esta posição para Índia, um dos países em desenvolvimento com maior crescimento econômico (vale lembrar que ambos fazem parte do BRIC, países com forte desenvolvimento entre os emergentes. Fazem parte do BRIC o Brasil, Rússia, Índia e China. Destes, a China é o que está conseguindo os maiores índices de desenvolvimento econômico, chegando a ultrapassar as cifras dos Estados Unidos).

Ainda neste cenário, ainda há muito a se refletir. Isso porque uma boa parte do PIB brasileiro é gerada pelos altos impostos. Na região central de São Paulo, o Impostômetro, um marcador que marca a quantidade de impostos pagos pelos brasileiros, já ultrapassou a marca do trilhão. De 01 de janeiro a 31 de outubro, foi pago mais de R$ 1,20 trilhão (ou seja, dos R$ 4,14 trilhões gerados pelo PIB brasileiro, R$ 1,20 foram impostos. Em outras palavras, as riquezas realmente produzidas pelo país somam R$ 2,81 trilhões, ou US$ 1,65 trilhão – valores do dólar referentes a 31/10/2011 às 11h04).

Esse resultado, em números percentuais, representa 3% de toda a riqueza produzida no mundo. Os Estados Unidos ainda são a maior economia mundial, seguido pela China. Segundo o Banco Mundial, o ranking fica da seguinte maneira (maiores economias mundiais):

  1. Estados Unidos
  2. China
  3. Japão
  4. Alemanha
  5. Índia
  6. Brasil, Reino Unido, França, Rússia e Itália
  7. Espanha e México

MERCADO INTERNO AQUECIDO

O Brasil, uma das grandes economias mundiais, vive um momento ímpar em sua história proporcionado pela estabilidade de sua moeda, por políticas cambiais pensadas e analisadas de maneira responsável, por um sistema bancário bem estruturado, o crescimento da demanda do mercado brasileiro (em escala ascendente).

Esse crescimento na demanda do mercado proporciona ao país este momento de ascensão econômica. Como consequência, o mercado interno fica aquecido, gerando crescimento na economia do país. E esse crescimento é explicado por diversos vetores da economia: crescimento do crédito, aumento do poder aquisitivo, crescimento no número de obras na construção civil. Isso se intensifica pelas obras de infra-estrutura para os eventos esportivos de 2014 e 2016.

Além desses fatores, a diminuição da pobreza, gerada pela maior estabilidade financeira do país, está fazendo com que os mercados internos se mantenham aquecidos. E isso pode ser visto no crescimento, por exemplo, da oferta de voos no país. O setor aeroportuário tem crescimentos bem expressivos. Somente dentro do Estado de São Paulo, carro-chefe da federação, o crescimento na oferta de vôos dentro do estado chegou aos 41% (cerca de 1,5 milhão de passageiros transportados somente dentro do Estado de São Paulo). E esse crescimento também é observado nos demais estados. Regionalmente, segundo dados do Ministério do Turismo, os voos regionais tiveram crescimento de 123,9% somente no primeiro semestre deste ano. Em voos nacionais, o setor aéreo tem projeção de crescimento de 20% segundo afirmação de Wagner Bittencourt, ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Estes sinais contrastam com algumas afirmações do The New York Times, um dos mais importantes jornais dos Estados Unidos. Nesta matéria, publicada no site, há a ideia de que o Brasil é quase imune à crise mundial porque o setor imobiliário vive este aquecimento econômico por ser o país-sede da Copa do Mundo de Futebol (2014) e dos Jogos Olímpicos (2016) dada a falta de infra-estrutura existente no país. Em outras palavras, as obras infra-estruturais é que, de fato, estão aquecendo o mercado.

De fato, as obras para receber os jogos da Copa e das Olimpíadas são grandes contribuidores para o aquecimento interno da economia. Porém, outros dados reforçam o momento econômico vivido pelo país, entre eles, a nova classe-média.

Por
>>Igor Dias

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3 pensamentos sobre “BRASIL, 6ª MAIOR ECONOMIA

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