“GRIPE A” VOLTA A ASSUSTAR BRASILEIROS


|| SAÚDE
28/11/2011 | 17h18 | Por Igor Dias
Ceará já tem mais de 200 casos sob suspeita.Para Opas, braço da OMS, há risco de nova pandemia.

Gripe Suína, como ficou conhecida em 2009, volta a assustar
Gripe A volta a preocupar autoridades no Brasil

Novos casos de gripe A começam a surgir no país. A doença ficou conhecida após causar pânico em todo mundo, com diversos quadros de morte e internações ao redor do mundo. À época, isso gerou grande pânico porque a comunidade científica desconhecia esta mutação da influenza, vírus da gripe.

Em junho deste ano, mesmo depois de uma campanha de imunização, a H1N1 fez uma vítima fatal. Uma mulher, moradora de Anta Gorda (RS), morreu com a gripe. O Rio Grande do Sul, por sua vez, foi um dos estados mais afetados pelo novo vírus da gripe em 2009. Foram 3,5 mil contaminações e 297 mortes.

Cerca de seis meses depois, o Ceará vive dias de temor. Isso porque Pedra Branca, município do interior cearense, que fica a 261 km de fortaleza, está com 232 notificações de casos suspeitos. Já foram confirmados, na cidade, 11 casos segundo a Secretária Municipal da Saúde do Município, Tânia Parente.

Aparentemente, a gripe tenha sido contraída em São Paulo conforme noticia o Jornal Folha de São Paulo. Ainda que os pacientes tenham entre 15 e 20 anos, população de faixa etária tida como fora do grupo de risco, os sintomas da gripe A já são relatados em pessoas de outras faixas etárias.

Para conter o surto da doença, a secretária afirma solicitar remessas extras de medicamentos para a gripe. Segundo ela, há a negociação com o Estado do Paraná.

Outros estados estão vivendo os temores de uma nova crise de epidemia, entre eles, São Paulo. No interior do estado, já há casos confirmados da gripe A. Somente em Oscar Bressane (483 km da capital), já são 7 casos confirmados da influenza H1N1, todas elas crianças.

Para Otávio Oliva, representante da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), “o risco de uma pandemia de H1N1 é o mesmo de antes. Pode ser um outro vírus da influenza que seja novo para a população, que o sistema imune das pessoas não reconheça. É um vírus extremamente traiçoeiro e pode nos pegar de surpresa”.

Esse problema pode gerar novas surpresas ao país, pois, diferente de outros países, o Brasil não possui um sistema de alerta eficaz. Segundo Marilda Siqueira, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz, em entrevista aO Estado de São Paulo, o país precisa aperfeiçoar seu sistema de alerta. Ele, segundo ela, não é “homogêneo em termos de coleta de materiais e dados”. Essa heterogeneidade é prejudicial aos estados e ao país, pois isso chega a dificultar na informação de possíveis mutações sofridas pelo vírus.

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