O PODER DA INTERNET


|| TECH
04/12/2011 às 16h00 | Por Igor Dias
A Internet, ao longo dos anos, vem se consolidando como um dos maiores e mais eficazes meios de comunicação. No Brasil, seu crescimento tem criado novas oportunidades de mercado, novas oportunidades e novas leituras.

A Internet, sem dúvida, está conquistando seu espaço no mundo. Desde os sítios (sites) de relacionamento às páginas de notícia, ela está transformando o modo como todos se comunicam. Se antes era comum o uso de telefones, faxes, cartas e outros meios de comunicação (que chegavam a demorar muito a chegar a seu destino), hoje, os emails e mensagens instantâneas estão provocando um dinamismo nunca experimentado pelo mundo.

Quem nunca experimentou usar a Internet para negociar contas, comprar, enviar informações, entre outras coisas, não sabe como isso gera maior velocidade na troca de informações. Ainda que esteja num momento de ascensão no país, o Brasil ainda tem milhões de pessoas sem nenhum contato com o ambiente cibernético. Segundo o IBOPE, a Internet atinge 77,8 milhões de pessoas no Brasil, um número ainda pequeno levando em consideração o universo da população brasileira, que chega a pouco mais de 190 milhões.

Contudo, apesar dessa cifra, o brasileiro é um dos recordistas no tempo de permanência no acesso à Internet. Até agosto, o tempo médio de uso da rede mundial foi de pouco mais de 69 horas (no trabalho e em casa). Isso representa, entre julho e agosto, uma variação crescente de 6,4%. Quando esses aplicativos estão isolados, ou seja, pessoas que usam a Internet somente no trabalho ou somente em casa, o número ainda é bem significativo, chegando às 51h.

Ainda, inseridos neste processo de expansão, os sítios de relacionamento estão entre as categorias mais acessadas e com um crescimento avassalador. Somente o Facebook, o maior das redes sociais no mundo (com mais de 750 milhões de usuários), em dois anos, cresceu assustadoramente: dos 4,2 milhões de pessoas conectadas à rede no Brasil, passou para 30,9 milhões de usuários. Para se ter ideia, o Orkut, até então a maior rede social no país, cresceu, no mesmo período, de 27,3 mi para 29 milhões. Em outras palavras, o crescimento do Orkut foi de 1,7 milhões, enquanto que o do Facebook foi de 25,9 milhões. Isso representa uma diferença de 24,2 milhões entre o crescimento da Rede de Zuckerberg e da Rede do Google.

Com esses resultados, o Brasil se consolida como um mercado com elevada utilização de sites sociais, com uso diversificado, refletindo o interesse dos brasileiros pela internet. O expressivo engajamento dos internautas brasileiros pelos sites sociais, como mostra a ferramenta de monitoramento de discussões online, BuzzMetrics, inclui menções a produtos, serviços ou marcas, proporcionando uma considerável oportunidade de relacionamento com consumidores.” Foi este o parecer dado pelo IBOPE numa divulgação feita em 09 de setembro deste ano (Leia Aqui).

Mas a Internet não está proporcionando apenas um crescimento no número de usuários. Recentemente, um vídeo do Youtube proporcionou a uma garotinha a possibilidade de fazer uma cirurgia. Com mais de 11 milhões de acesso, o vídeo de Isabela dando bronca no pai gerou fundos para a menina fazer uma cirurgia em seu braço (veja o Vídeo). Isso mostra que a rede mundial de computadores está, além de oferecer acesso, sendo uma importante ferramenta para mobilização.

ELEIÇÕES

De olho neste fenômeno, muitos políticos começam a admitir em suas campanhas o uso dessa ferramenta. Nas últimas eleições nos Estados Unidos, quando, na ocasião, o candidato Obama fazia sua campanha eleitoral, a internet passou a fazer parte do cenário das eleições. Essa foi uma das maiores revoluções no campo eleitoral no mundo.

Depois do sucesso obtido pela campanha do atual presidente estadunidense, outros países começaram a enxergar a força gerada pela rede mundial. Tanto é que o Brasil já incorporou esse mecanismo para o pleito e já tem colhido alguns frutos disso, dada a influência e o poder que a Internet tem alcançado no país e no mundo.

REVOLUÇÕES

O mundo tem assistido ainda perplexo, sobretudo pela dimensão em que estão acontecendo, as revoluções dentro e fora do ambiente da rede mundial de computadores. Casos como o do Egito e da Líbia se tornaram públicos ao mundo, mostrando a força que a Internet tem. Em ambos os países, dois ditadores foram destituídos do poder, graças à organização de grupos rebeldes às ditaduras desses dois países.

Mais recentemente, o mundo assistiu à queda de Kadhafi, ditador líbio que foi morto após meses de resistência e fuga em território líbio. Com sua queda, foi posto um fim a uma ditadura que durava mais de 40 anos.

No Egito, país em que as revoluções no mundo árabe tiveram início, a resistência permaneceu coesa mesmo com as diversas situações contrárias, entre elas, a proibição de divulgação do que era feito pelo presidente (hoje deposto) e a proibição da troca de informações pela Internet.

O interessante neste cenário político mundial é que, mesmo com proibições, a rede tem sido fundamental para a conquista de direitos nesses estados ditatoriais. A China, um dos gigantes do mundo, por exemplo, o temor de algum tipo de revolução contra o sistema político do país é tão grande que a rede social do Twitter é bloqueada para os chineses.

Isso tudo leva a diversas reflexões sobre o poder e o destaque que esses mecanismos têm proporcionado às democracias e aos países que sofrem com diversas mazelas provocadas, sobretudo, por regimes de ferro, em que as pessoas não possuem nenhum tipo de liberdade para expressar aquilo que pensa.

Apesar disto, o poder de revolução não está neste mecanismo, pois ele é um facilitador para que o mover ocorra. A veiculação de ideias e de opiniões é feita por este poderoso meio. E, ainda que não abarque a todos, ela tem sido fundamental para a construção de momentos importantíssimos na história e cultura de uma civilização.

Atualizado em 06/12/2011
Às 11h57

SEGURANÇA
Assim como a Internet pode auxiliar a qualquer pessoa, ela também pode trazer alguns problemas. Alguns desses transtornos podem ser de origem material e até mesmo psíquica.

No último dia 29, um adolescente de 16 anos teve sua casa roubada, e a motivação, segundo a polícia, foi pela publicação de fotos em uma rede social. A vítima, segundo Fabiana de Sena (delegada do DHPP), costumava ostentar aquilo que possuía por meio do Facebook. Esse adolescente costumava publicar fotos com equipamentos eletrônicos, além de viagens ao exterior segundo o que conta a polícia. Um colega que estudou com o adolescente teria planejado o roubo com a ajuda de mais dois adultos.

Para Fabiana, a orientação contínua dos pais é extremamente necessária, pois muitos adolescentes colocam informações pessoais, na maioria das vezes, com riqueza de detalhes.

A inserção de informações pessoais deve ser filtrada, ainda mais quando se trata de informações que possam gerar insegurança ao usuário do serviço das redes sociais.

AS REDES
As redes sociais até tentam filtrar, nos perfis, quem pode ter acesso a elas. Quando chegou ao Brasil, o Orkut, por exemplo, era aberto a todas as faixas etárias. Passados alguns anos, a rede social do Google iniciou uma nova prática em suas exigências: que o usuário tenha mais de 18 anos.

Apesar disto, o controle ainda é fraco, pois, ao acessar a rede, percebem-se os diversos perfis de menores, inclusive de crianças. O Google não possui “uma trava” para que essas crianças e adolescentes tenham acesso a seu conteúdo.

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