FADIGA CRÔNICA: DOENÇA CHEGA A AFETAR CERCA DE 1% DE ADOLESCENTES


|| CIÊNCIA
13/12/2011 às 18h54 | Por Igor Dias
Quadro de ausência escolar pode ter como uma das causas a fadiga crônica.

Baixo rendimento escolar podem estar relacionados à síndrome

Que a adolescência é uma das fases mais conturbadas da vida, não resta dúvida. E isso ainda é ampliado por ser justamente um momento marcado pela explosão de reações químicas imperceptíveis num primeiro momento, mas que vão alterando, aos poucos, a estrutura da morfologia humana. Assim, as mudanças passam a ser visíveis física e psicologicamente.

É justamente nesta fase que há grandes conflitos entre pais e filhos, corpo docente e discente. E uma das maiores queixas relatadas por pais e educadores é a famosa preguiça do adolescente. As alterações hormonais vão mexendo com o sono na adolescência, gerando muita sonolência que, aliada a outros fatores (como o dormir mais tarde), corroboram para que o adolescente sinta muito sono durante suas atividades, sobretudo quando elas estão no período matutino.

Mas, neste cenário, nem tudo é manha do adolescente. Segundo pesquisas, há casos em que o adolescente pode estar sofrendo de fadiga crônica. Numa divulgação na BMJ Open, um periódico britânico, um levantamento feito com 2855 (entre 11 e 16 anos – sendo alunos de 3 escolas diferentes) por pesquisadores ingleses mostra que cerca 1% dos estudantes são acometidos pela encefalomielite miálgica (ou fadiga crônica).

No estudo, 1% (ou 28 adolescentes) havia perdido, ao menos, um dia de aula durante a semana. Isso pode parecer sem significância, porém, segundo Ester Crowley, pesquisadora da Bristol University, o efeito dessa ausência é “potencialmente devastador”. A pesquisadora ainda ressalta que a síndrome pode ter um alcance muito maior do que se imagina, já que é difícil de diagnosticar a síndrome. Dos casos observados (28), somente 5 já haviam obtido o diagnóstico, mostrando a complexidade do diagnóstico.

Para o tratamento, adolescentes foram submetidos à terapia comportamental ou exercícios terapêuticos monitorados, mostrando melhora significativa no quadro. Dos 19 adolescentes que foram submetidos ao tratamento, 12 conseguiram retornar às suas atividades escolares em tempo integral após seis meses. Desses, metade teve recuperação total, apontou o estudo.

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