DOR DO CRESCIMENTO, ELA EXISTE…


|| Saúde
06.02.2013 às 16h40 |Por Igor Dias
Nem sempre é manha, dizem especialistas. E, sim, a dor do crescimento existe. Não se trata de uma doença, portanto, não se pode falar em cura. Mas, apesar disto, existem maneiras de atenuar os sintomas existentes.

dor-crescimentoPor volta dos 3 anos de idade, é muito comum que as crianças reclamem de dores nas pernas. Essas dores, muito comuns na infância e, em algumas ocasiões, em adolescentes, aparecem geralmente à noite, nas pernas, na região das coxas e panturrilhas.

Alguns especialistas acreditam que a dor do crescimento possa estar associada a um desequilíbrio no ritmo de crescimento dos ossos, tendões e músculos. Mas, apesar disto, as causas não são totalmente conhecidas pela medicina, tendo como principal indicação alguns procedimentos básicos, como massagem e compressas de água na região em que a criança reclama da dor.

Além disso, os sintomas podem ser desencadeados também por motivos psicológicos. A criança realmente sente dor. Não é manha. Mas os fatores psicológicos podem predispor a criança a sentir essa dor, explica o ortopedista Edilson Forlin. E os fatores psicológicos como desencadeadores da dor do crescimento não é tão incomum quanto se pensa. Não é frescura da criança. Dói mesmo, às vezes a ponto de fazer ela acordar à noite. Ocorre que é muito comum a dor do crescimento ter um componente emocional, provocado por situações como o ingresso na escola, o nascimento de um irmão ou um conflito familiar, aponta Francisco Lembo Neto, médico coordenador do Departamento de Pediatria do Hospital Samaritano de São Paulo. Ainda segundo o Dr. Oswaldo Couto Junior, neurologista, membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia, a dor do crescimento pode ser definida como uma sensação desagradável como peso, aperto, queimação, formigamento, pontadas ou latejamento que afeta crianças e adolescentes.

E embora muitos não conheçam essa dor, ela é mais constante e comum do que se imagina. Juntamente com a cefaleia e dores abdominais, a dor do crescimento figura entre as principais queixas dos consultórios pediátricos de acordo com a Revista Viva Saúde (revista online do UOL), aparecendo em 20% das consultas.

FAIXA ETÁRIA

A faixa mais comum dessas dores está na infância, entre os 3 e 10 anos, faixa de idade em que ocorre o “primeiro estirão”. Contudo, há alguns raros casos observados em adolescentes (até os 13 anos aproximadamente).

 O QUE FAZER?

Não há cura ou tratamento, afinal, não se trata de doença. Contudo, os sintomas podem ser atenuados com massagens. Além disso, alguns exercícios físicos podem auxiliar bastante. Os exercícios de grande impacto devem ser evitados. Alongamentos também podem ser de grande utilidade segundo especialistas.

Alguns médicos ainda apostam que a conversa com os filhos também possa ajudar bastante. Para eles, o medo pode aumentar ainda mais a sensação de dor na criança. Assim, falar sobre essa dor, explicando à criança o que ela está passando, pode ser um importante “remédio“.

AUTOMEDICAÇÃO

Uma grande preocupação dos médicos ainda é a automedicação. O uso de analgésicos nem sempre será a melhor saída para que a criança possa se ver livre das dores. Esses excessos podem gerar novos problemas, como gastrite e o mau funcionamento dos rins. Recomenda-se que se procure um médico para verificar as causas e se eliminar outras possibilidades, pois as dores nas pernas podem ser sinal de problemas articulares, ósseos e reumáticos.

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