O “THE WALKING DEAD” DA VIDA REAL


08 de Setembro de 2014 | 04h59
por Igor Dias
Nova e potente substância preocupa autoridades russas e estadunidenses. Seu poder destrutivo é muito alto e pessoas têm pele e músculos corroídos. Alguns casos, chegam à amputação.

Efeitos do Krokodill na pele

Uma nova substância entorpecente começa a despontar dentro do cenário internacional. Aparentemente, até pode parecer mais uma droga no cenário em que diversas substâncias co-habitam. Contudo, se não fosse sua extremo e drástico resultado, até se poderia dizer que sim, mas, a bem da verdade, essa nova droga está trazendo diversas preocupações para as autoridades russas e estadunidenses.

O Krokodill (ou, como também é conhecida, desomorfina), nome que, em russo, quer dizer crocodilo, é uma das mais fortes substâncias já criadas. O que chama a atenção é que a droga é uma criação caseira em que os usuários utilizam até mesmo fósforo caseiro. O que mais chama a atenção são os efeitos que dela são obtidos. Para se ter ideia, a droga é de 8 a 10 vezes mais potente que a morfina, droga utilizada por médicos para sanar alguns tipos de dores agudas e crônicas. Segundo noticiado por alguns veículos, a droga é uma alternativa à heroína, mas sua capacidade de destruição nem se compara, pois afeta tecido dérmicos e até mesmo ossos.

Alguns casos estão sendo verificados nos Estados Unidos, nos quais usuários do entorpecente opioide, ao fazer uso, começam a ter sua pele agredida pela substância que, aliás, fica com aspecto esverdeado, como uma escama, daí o nome Krokodill. Fato é que a desomorfina está levando diversos jovens à morte, mas, antes disso acontecer, a droga mostra seus efeitos drásticos em pele, ossos e músculo, degenerando-os. Isso porque, no local da aplicação da droga, a substância injetada faz com que os tecidos comecem a necrosar, causando gangrena na região (segundo o que tem noticiado alguns veículos, dentre eles a Times). Há casos em que as pessoas necessitam de intervenção médica para realizar limpezas nas regiões para que, assim, não fiquem com os tecidos necrosados, haja vista que isso pode causar diversos males à saúde do usuário.

Dada a facilidade de se produzir essa droga, os hospitais russos recebem diversos usuários. Somado a isso, o problema se assevera porque, além de fácil produção, o governo não dá incentivos a centros de reabilitação. Ainda, o processo de desintoxicação é muito lento, podendo o usuário sentir alguns efeitos adversos como náuseas e vômitos, além de dores, por mais de 1 mês. Quanto às sequelas, elas podem ser permanentes, sejam elas físicas e/ou mentais.

Como o principal ingrediente, a codeína, pode ser encontrado em qualquer farmácia do país sem a necessidade de prescrição médica, o combate a esta droga fica mais difícil. Outro fator dificultador, é que os usuários acabam migrando da heroína para ela porque seu custo é muito menor (de US$ 150, estima-se que o Krokodill custe, em média, US$ 10).

SOBREVIDA

O efeito alucinógeno deste opoide é curto, muito menor que o da heroína. Enquanto a heroína provoca efeitos por até 8 horas, isso não se observa com o Krokodill (90 minutos). E isso acaba se tornando um outro problema agravando ainda mais a situação, pois diversos usuários acabam por usar a droga mais de uma vez por dia (a produção da droga dura cerca de 1 hora), fazendo com que a pessoa viva em função de produzir a substância para injetar em si própria.

E já não bastasse seus efeitos drásticos na pele, músculo e ossos, em que as pessoas se dirigem a hospitais para processos de limpeza muitas vezes drásticos (isso sem se falar nas amputações necessárias), a sobrevida de usuários do Krokodill é baixa. Quem usa essa substância recorrentemente pode morrer em até 2 anos. E, segundo sabido até o momento pelas autoridades, os casos de recuperação são extremamente raros.

GUERRA JURÍDICA

Por ser um medicamento extremamente popular na Rússia, a codeína é de facílima comercialização em farmácias. Lá, essa substância é o mais popular medicamento para dor que existe, respondendo por 25% dos lucros praticados pelas empresas farmacêuticas. Assim, a indústria e comércio relutam para que a substância continue a ser vendida sem prescrição médica.

THE WALKING DEAD DA VIDA REAL

Os efeitos devastadores da droga são visíveis. A pele vai necrosando e mudando de cor e, aos poucos, sendo corroídas. Em alguns casos, ficam expostos o tecido ósseo e muscular. Inclusive, num vídeo que circula nas redes sociais, pode-se ver a limpeza realizada no rosto de uma pessoa. São cenas fortes, em que alguém (provavelmente, profissional da saúde) está limpando o rosto de uma jovem. Inclusive, ela sequer mais tem o globo ocular.

As fotos mostrando as pessoas que usam esta droga remetem ao seriado The Wlaking Dead, transmitido no Brasil por canais pagos.

Nos Estados Unidos, num artigo da Times, Stephen Dewey, diretor do Laboratory for Behavioral and Molecular Neuroimaging at the Feinstein Institute for Medical Research in Manhasset de N. York, fala um pouco sobre os estudos a respeito do tema e dos efeitos que a droga provoca nos usuários. Segundo ele, no artigo, a droga mata o fornecimento de sangue e, com isso, a pele começa um processo de decomposição. Consequentemente, essa pela começa a sair facilmente. Ainda, o diretor relata alguns fatos observados por médicos podem sinalizar a presença da substância em solo americano, pois, numa autópsia feita em uma pessoa em Oklahoma, detectou a presença de traços da desomorfina e outras drogas em seu organismo.

Vídeo (ainda não se sabe da veracidade deste vídeo e nem de onde foi filmado – está rodando no Facebook)
VEJA MAIS FOTOS em artigo de Luciano Szafir, postado em 2011 no portal R7.com

LINKS INTERESSANTES
TIMES.com | Artigo: Reports of U.S. Cases of Flesh-Eating Drug Questioned
U.S. Drug Enforcement Administration | Desomorphine
Terra Magazine | Crocodilo vira a droga mais popular da Rússia e Dois filhos de Ministros Lucram com a Renda
Teresinha Neves (Blog) | Importante reflexão sobre Drogas: Krokodill – a Manifestação Física do Mal e seus Antecedentes

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