RACIONAMENTO EM SP É ADMITIDO PELO GOVERNO DO ESTADO


por Igor Dias
Pela primeira vez desde o início da crise há um ano, Governador de SP admite haver racionamento de água.

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Luiz Moura/Estadão

Hoje pela manhã, o Governador do Estado, Geraldo Alckmin, admitiu, pela primeira vez em 1 ano, haver racionamento no abastecimento de água. Segundo ele, a partir do momento que a ANA (Agência Nacional de Água) estabeleceu a diminuição na distribuição, foi estabelecido o racionamento. Contudo, mesmo quando essa determinação da ANA foi aplicada, nunca houve o reconhecimento dessa medida como racionamento no abastecimento de água na região metropolitana de São Paulo.

Pouco tempo depois, o diretor-presidente Jerson Kelman da empresa, em entrevista ao SPTV (veja entrevista aqui), telejornal local transmitido pela Rede Globo de Televisão, disse que a declaração do governador deve ser verificada com cautela, pois se trata de “interpretação semântica”. Em seu argumento, o diretor-presidente disse que esse racionamento é parcial, pois somente alguns dos consumidores estão passando pelo problema de ter seu fornecimento comprometido. Ainda, acrescentou que determinou que a vazão fosse diminuída de 16 mm/s para 13. Alertou também ao fato de que, se não chover e não houver a contribuição de todos os usuários, pode haver colapso do sistema em junho deste ano, faltando água no Sistema Cantareira.

Essa discussão se iniciou quando a Sabesp foi proibida de sobretaxar clientes que não economizem no consumo de água. A decisão, proferida pela Juíza Simone Viegas de Moraes Leme, determinou liminarmente que a taxação só poderia ocorrer quando houver a decretação do racionamento, dado que a legislação exige, para que essa taxação seja imposta, que o estado reconheça, por meio de decreto, essa situação. O governador, por sua vez, diz que recorrerá à decisão, pois não é necessária a edição de decreto, uma vez que a ANA já o fez com a determinação de redução na vazão para a distribuição de água na capital. Ainda, de acordo com a determinação da juíza, a Sabesp deverá avisar a todos sobre o corte ou redução no fornecimento de água.

CHUVAS EM SP

Mesmo com as chuvas que têm castigado a cidade de SP, as represas que abastecem a capital estão com seus níveis muito abaixo do que se necessita. O Sistemas Cantareira e Alto Tietê não estão recebendo as chuvas, gerando queda nos dois sistemas que abastecem a capital paulista. Somente a Guarapiranga está com aumento no seu volume. Hoje, a Cantareira registra 6,3% de sua capacidade, enquanto que o Alto Tietê 11,1% e a Guarapiranga registra 40%.

O interessante é que não há nenhum sistema que capte as precipitações dentro da capital, ou seja, a água da chuva é totalmente desprezada. Se houvesse algum sistema de captação de água das chuvas, talvez, a situação poderia ser amenizada.

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